Filha contrata douradenses para matar pais; quatro são presos - DouradosAgora, MS
Polícia Civil de Rondônia (RO) e de Dourados (MS) prenderam ontem quatro pessoas acusadas de uma emboscada a um casal de produtores rurais, que resultou numa morte.
O crime aconteceu na zona rural da cidade de Presidente Médici, estado de Rondônia. Maria das Graças Cardoso, de 55 anos, morreu na hora com um tiro no peito. Ela e o marido, Lourival Cardoso foram vítimas do atentado. O pistoleiro, um douradense de 18 anos, que teria sido contratado por outro douradense para matar ambos, não acertou nenhum dos cinco tiros que disparou em direção a Lourival. Ele se fingiu de morto e tentou salvar a vida da esposa que foi levada para hospital, onde já chegou morta.
Lourival relatou à Polícia Civil de Rondônia que desconfiava do genro. Claudemir Guimarães Cordeiro, de 29 anos, e a filha do casal, Elizângela Patrícia Cardoso, de 24 anos, foram presos, assim como o acusado, Diego Santos Inácio, 18, também conhecido como "Febem", residente em Dourados (MS), na Rua da Saudade, Vila Cachoeirinha.
Em contato com a delegacia de Dourados, a polícia de Rondônia passou o caso e informou que Diego teria sido contratado pelo homem recrutado por Claudemir, para fazer o "serviço", outro douradense.
Conforme a polícia de RO, o mandante - conforme teria relatado o casal de mandantes - seria Odenir José Ribeiro Neto, de 29 anos, residente na Rua da Saudade, no Cachoeirinha. Segundo a policia, ele teria sido contratado para matar o casal de produtores mas acabou recontratando outro, o Febem, que foi para Rondônia e fez a emboscada que resultou na morte da mãe da mandante.
O casal chegava na fronteira da fazenda, num Ford Fiesta prata com placas de Presidente Médici, quando foi surpreendido pelo pistoleiro. Odenir foi preso na noite de ontem, em casa, na periferia de Dourados.
Neste momento, ele está sendo autuado em flagrante, pelo delegado José Roberto Batistela, acusado de co-autor no crime de homicídio e tentativa de homicídio.
A filha do casal teria dito que já havia adiantado, para Odenir, a metade do pagamento, R$ 3 mil e um notebook. O restante, mais R$ 3 mil, seriam pagos ao "Febem", que conforme a polícia de Dourados, tem várias passagens pelas delegacias.
Marido mata a mulher com golpes de tábua de cortar carne - A Gazeta, Acre
LENILDA CAVALCANTE
Mais um crime contra mulher foi registrado no município de Acrelândia, distante de Rio Branco cerca de 120 km.
O trabalhador braçal Edjânio Alves Marins, 34 anos, matou a mulher Maria Aparecida da Paixão Marins, 29 anos, a golpes de tábua de cortar carne. Em seguida, sangrou a vítima com um corte de faca no pescoço.
O crime aconteceu no interior da residência do casal, no Centro da cidade. Segundo levantamento preliminar da Polícia Civil, o casal havia discutido por motivos banais, quando Maria Aparecida foi para o quarto dormir.
Marins não satisfeito com as agressões verbais se apossou de uma tábua usada para cortar carne e desferiu vários golpes na cabeça da mulher. Em seguida, armado com uma faca cortou o pescoço da vítima que já agonizando ainda foi atacada novamente com vários outros golpes de tábua para cortar carne.
O acusado após o crime fugiu sem deixar pistas. A polícia realiza buscas na região na intenção de prender o acusado do crime que comoveu a população daquela cidade.
Irmão mata outro a golpes de faca em Assis Brasil - A Gazeta, Acre
Na noite de sexta-feira, 23, durante uma bebedeira, o colono Delmiro da Silva Bezerra, 37 anos, matou a golpes de faca o irmão Francisco da Silva Bezerra, 30 anos. Ele morreu no local do crime, Colocação Xapuri, Ramal Icuriã, zona rural de Assis Brasil. Segundo o que a polícia conseguiu apurar, a motivação para o crime teria sido discussão após uma bebedeira envolvendo a mulher de Francisco e o irmão Delmiro. Na noite do crime, Delmiro havia saído da casa do irmão para buscar um remédio para sua mulher e quando voltou, a confusão estava formada devido boatos dando conta de que Francisco estava dando em cima da mulher de Delmiro. Ao ficar sabendo da fofoca, Francisco que estava embriagado levantou da cama e resolveu agredir o seu irmão com socos e chutes. Delmiro disse para o irmão parar com as agressões, pois ele poderia revidar de forma mais violenta. Não se importando com as ameaças Francisco teria se apossado de uma faca e ao se aproximar de Delmiro foi surpreendido, pois o irmão também estava armado e como não estava embriagado conseguiu desferir vários golpes no abdômen de Francisco, que morreu no local. Após perceber que havia matado o irmão Delmiro saiu em fuga no meio da Floresta. A polícia foi informada e iniciou perseguição conseguindo localizar o acusado cerca de 20 horas após o crime ainda em fuga na floresta.
Presidiário castra colega de cela no presídio Antônio Amaro - A Gazeta, Acre
LENILDA CAVALCANTE
Um detento condenado por estupro teve um dos testículos arrancados em uma das celas do Presídio Antônio Amaro Alves, o único no Estado classificado como presídio de segurança máxima. O crime aconteceu no início desta semana na cela 12 do pavilhão 1.
Marcelo Barbosa da Silva, de 24 anos, foi mutilado com uma lâmina de barbear pelo colega de cela Gabriel Souza, de 19, em cumprimento a uma ordem dada por outros três presidiários.
Os mandantes são Roberto Moura de Oliveira, o “Pé de Cão”, Kennedy Franklin Chagas da Silva, “Frank”, e Enivaldo dos Santos, o “Gene”.
Gabriel, que chegou ao presídio Francisco de Oliveira Conde no último dia 23 de setembro, foi transferido com Marcelo para o presídio Antônio Amaro Alves, no dia 17 de outubro.
Ambos cumpririam uma punição por terem tentado escapar do pavilhão B, da penitenciária Francisco de Oliveira Conde. Mas o que seria um corretivo se tornou um pesadelo para Marcelo Silva. No sábado, 24, começaram as torturas contra ele. Quando os presos descobriram que ele cumpria pena por estupro, regras paralelas passaram a vigorar dentro da cela.
“É o seguinte cara: o negócio aqui é o que a gente manda. Tu vai ter que se matar porque a gente não se mistura com estuprador”, teria afirmado um dos presidiários, segundo o relato deles mesmos.
Marcelo, no entanto, teria afirmado que não cometeria suicídio. Ele teria dito que preferiria sofrer na cela a ter que se matar. Contou a Gabriel também que tinha problemas mentais e que logo, logo sairia dali por meio de um laudo que viria por uma prima.
Neste mesmo sábado, veio a determinação dos presidiários. A primeira sessão de horror tinha a seguinte regra: Gabriel poderia bater com vontade no Marcelo e ele não poderia reagir. Mas nos primeiros golpes ele reagiu.
Veio então a segunda norma: se Marcelo suportasse calado às sessões de espancamentos, ele teria a vida facilitada dentro do presídio. Ele não revidou mais.
Mas descontentes, os três tornaram a ordenar a tortura. Dessa vez, Gabriel teria que bater no preso, enquanto ele estivesse de joelhos. E se os dois fossem para o Instituto Médico Legal, onde fariam exames de corpo delito, era para dizer que eles foram espancados pelos agentes penitenciários.
Quarta ordem: tomar desinfetante e retirar os testículos
Já na segunda-feira, 26, o pior viria para Marcelo. Os detentos pediram para que Marcelo Barbosa da Silva retirasse os testículos e tomasse desinfetante.
Para cortar os testículos, ele utilizaria a lâmina de um aparelho de barbear fornecido pelo detento Kennedy Franklin Chagas da Silva, o “Frank”.
Frank então passou o aparelho e o desinfetante para o “Gene”, que repassou os artefatos à “Pé de Cão”, que por sua vez entregou à Marcelo.
A vítima chegou a baixar a bermuda, desmontou o aparelho, retirou a lâmina, mas se cortou apenas superficialmente. Ele simplesmente não agüentou tanta dor.
Foi quando Gabriel completou a mutilação. Ele tomou a lâmina do colega de cela e arrancou um dos testículos e metade de outro de Marcelo Barbosa da Silva. Antes porém, pediu para que a vítima mordesse as próprias vestes para que desse modo, suportasse a dor que sentiria.
Órgão retirado percorreu de cela em cela - Segundo o depoimento do próprio detento acusado de ter mutilado o colega de cela, assim que ele arrancou parte do órgão, repassou para os demais detentos e estes foram entregando a outros, repassando-o de cela em cela, enquanto alguns gritavam: “este é o resultado que dá pra todo estuprador que cair aqui”.
“Tá aqui o resultado do Jack”, afirmou um deles. O Jack, neste caso, é uma alusão a Jack, o Estripador, um indivíduo maníaco-sexual, que abusou e matou várias mulheres em Londres, nos anos de 1800.
Ao ser perguntado quem o tinha ferido, a vítima foi categórica: “Ninguém. Fui eu mesmo”, dizia com as mãos banhadas em sangue e gritando com muita dor.
Uma ambulância do Serviço de Atendimento de Urgência (Samu), levou o detento e um dos testículos ao Pronto-Socorro de Rio Branco. Seu estado de saúde é estável.
Detento acusado afirma em depoimento que não se arrepende - Encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (Defla), Gabriel de Souza afirmou em depoimento ao delegado Dimas Moraes que não estava arrependido do que fez e, se tiver chance, ele agora mata Marcelo. “Sou bandido e não aceito safado morando comigo. Eu avisei para os agentes que não colocassem aquele safado na cela comigo, eles teimaram. Fiz e faço quantas vezes for preciso”, afirmou.
Gabriel inocentou os demais presos e afirmou que tomou a decisão, sozinho. Em depoimento, disse que o aparelho de barbear já estava na cela quando ele chegou.
Mulher é morta com perfuração nos olhos - Folha de Boa Vista RR
A população do Município de Pacaraima, Norte de Roraima, fronteira com a Venezuela, recebeu com indignação a notícia da morte brutal da dona-de-casa Maria Necir Mendes Silva, 54, no domingo. Segundo o delegado Luciano Silvestre, ela foi assassinada nas imediações da feirinha popular daquele município, com perfurações nos olhos e pescoço.
O corpo foi encontrado por policiais militares que realizavam ronda no local por volta das 7h de domingo. A polícia investiga se a morte dela tem ligação com tráfico ou consumo de drogas no local, já que, segundo os agentes, a mulher seria usuária de entorpecentes e frequentemente era vista onde foi assassinada.
Por telefone, um dos agentes civis informou que a mulher foi vista, por testemunhas, por volta das 3h, discutindo com outra pessoa não identificada nas proximidades onde perdeu a vida. “Investigamos se o assassinato foi acerto de contas, pois temos a informação que a vítima era usuária de drogas. Agora cabe colher informações que nos leve ao autor do crime, pois somente pela manhã ficamos sabendo do homicídio”, comentou um dos agentes.
Ainda ontem uma equipe da criminalística se deslocou a Pacaraima no intuito de ajudar esclarecer o assassinato. À noite, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), em Boa Vista, para necropsia e posteriormente, liberado para sepultamento.
Homem é espancado até a morte em São Tomé de Paripe - Correio da Bahia
E só nesta matéria tem 3 mortes que aconteceu na região de Salvador
Policiais da 5ª delegacia, no bairro de Periperi, investigam o motivo e a autoria do assassinato de um homem no bairro de São Tomé de Paripe. A vítima foi espancada a pauladas por volta das 6h desta segunda-feira (19) na localidade de Alto do Morro.
Ainda na área da 5ª delegacia, a polícia apura outros dois homicídios. O primeiro deles ocorreu por volta das 22h de domingo (18), em Periperi. Segundo policiais, dois homens ainda não identificados atiraram na cabeça de Valnei Santos Gonçalves, 27 anos, e fugiram em seguida.
Já em Paripe, um outro homem que aparentava ter 25 anos foi morto na Rua da Alegria por volta das 2h desta segunda (19). Nos dois casos, a autoria e o motivo dos assassinatos são desconhecidos.
Mulher é estuprada e sofre ameaça da esposa do agressor - Correio da Bahia
Uma mulher foi estuprada por um vizinho no bairro de Alto do Cabrito, no subúrbio de Salvador. A ambulante E.G.S, 25 anos, foi forçada a praticar sexo oral pelo carpinteiro Rogério Oliveira Silva, 34 anos, em um bananal atrás de sua residência, próximo à ladeira do Alto do Cabrito, por volta das 20h, de sábado (17).
De acordo com o delegado plantonista da 5ª Delegacia (Periperi), Geovani Paranhos, a vítima relatou que conversava com uma amiga na rua e foi chamado por Rogério que teria ouvido que ela precisava de 1kg de arroz. Como ele era seu vizinho, ela aceitou ir até a casa do agressor, mas percebeu a armadilha e tentou fugir, mas foi impedida por ele com socos e puxões de cabelo. O agressor chegou a bater diversas vezes a cabeça da vítima contra a parede.
No momento da prisão, a mulher do agressor, cuja identidade não foi revelada, entrou na delegacia e ameaçou bater na vítima do marido que segundo ela teria se insinuado e provocado a agressão. Após o escândalo, a vítima foi levada para o Instituto Médico Legal (IML) para realizar exame de corpo delito.
A polícia foi informada de que o agressor já tinha praticado outras vezes o mesmo crime. Inclusive, apareceu outra vítima K.C.S, 28 anos, que afirmou que ele a teria estuprado sob circunstâncias semelhantes em agosto deste ano.
O agressor confessou o crime e será indiciado segundo a nova lei 12.015/2009 que configura o estupro como qualquer crime contra a dignidade sexual, não sendo necessário a penetração vaginal para ser consumado.
Delegado cai por colocar presa para atender população - Gazeta do Povo, PR
O delegado Eduardo Mady Barbosa foi afastado ontem do cargo por colocar uma presa para atender a população nos plantões da Polícia Civil em Castro, nos Campos Gerais. Esse é o mais grave reflexo da falta de funcionários nas delegacias do Paraná, onde 12% do efetivo nas delegacias é composto por estagiários, que fazem desde o trabalho de escrivães até a montagem de processos. A situação indignou cidadãos que procuraram a polícia e foram recepcionados pela detenta. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) afastou o delegado assim que foi procurada pela Gazeta do Povo para dar explicações sobre o caso.
Há três semanas, a prefeitura retirou os estagiários que mantinha na delegacia de Castro, e Mady Barbosa transferiu o serviço de recepcionista para Patrícia Varela Machado. Ela fora presa em Arapoti, em 14 de maio, na operação Tentáculos, da Polícia Civil. Contra ela pesa a acusação de tráfico de drogas, constatada após a polícia encontrar com ela um tablete de meio quilo de maconha. Ela tinha autorização judicial para trabalhar na limpeza da delegacia, mas não para adentrar a área administrativa, onde foi filmada.
Patrícia Machado, acusada de tráfico, fazia o atendimento na delegacia
O trabalho dela na recepção ao público foi flagrado por um cidadão, que filmou com um aparelho celular o momento em que ela o atende no plantão e sai para fazer a tarefa solicitada. Na imagem, Patrícia pode ser vista sentada em frente ao computador do plantão, onde pode acessar dados de presidiários de todo o Paraná por meio dos arquivos da Polícia Civil. Em seguida, se levanta e segue em direção ao interior da
delegacia. A Gazeta do Povo submeteu as imagens à avaliação da Sesp.
Imediatamente a secretaria decidiu pelo afastamento de Mady Barbosa e divulgou nota dizendo que determinou à Divisão Policial do Interior a investigação da situação denunciada por meio das imagens. O secretário Luiz Fernando Delazari “determinou rigor nas investigações e acompanha os desdobramentos do caso”, informa a nota da Sesp. “Os fatos serão devidamente apurados e será responsabilizado quem tiver responsabilidade”, afirmou o chefe da Divisão Policial do Interior da Polícia Civil, Luiz Alberto Cartaxo. “Já havia uma mudança prevista para a delegacia de Castro, então é bom que seja feita já”, completou.
Tudo ocorreu após a prefeitura de Castro retirar da delegacia dez funcionários e estagiários mantidos pelo município, no fim de setembro. A atitude foi tomada após o afastamento de um escrivão, por falta funcional, pelo delegado Mariano Petrunkon, que cobriu durante 15 dias uma licença de Barbosa. Em consequência, a prefeitura retirou todos os funcionários. “Pelo que eu soube foi por falta de contrapartida do estado”, disse o delegado. Sem saber da gravação, ele negou que houvesse presos atendendo o público.
Dias depois de a funcionária ser vista na recepção, o delegado afastado encaminhou à Justiça um comunicado em que informava o juízo de que colocaria as presas da cozinha para atuar “na limpeza da área administrativa”. O pedido é de 7 de outubro, enquanto a gravação foi feita em 2 de outubro – cinco dias antes de o delegado enviar para a Justiça o pedido para que Patrícia tivesse acesso ao local.
“O estado não fornece o corpo de funcionários adequado para a delegacia e começa a se servir desses presos. E aí a Justiça já tem decisões de que não se caracteriza prevaricação no caso de realizar essas tarefas. Mas daí a avançar mais um passo, colocando no setor administrativo, fazendo a limpeza e atendendo o cidadão, acaba virando uma bagunça generalizada”, considerou o promotor Paulo Conforto, que recomendou à Justiça que negasse o pedido. “É uma situação que não dá para aceitar. A comunidade não iria entender. Ela poderia facilitar a entrada de materiais, e até eventualmente ir embora de lá”, apontou Conforto.