Vida de cão
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Quinta-feira, Setembro 24, 2009



Futebol feminino é invadido por vítima e matadores - ParanáOnline


Vitor Hugo foi encurralado e morto com seis balaços.

Uma partida feminina de futebol, em numa cancha particular em Colombo, foi interrompida por um homicídio, cometido dentro da quadra, na noite de anteontem. O vendedor Vitor Hugo Sestrem, 23 anos, entrou no ginásio para se refugiar, mas foi alcançado por seus algozes e assassinado a tiros. O crime ocorreu pouco depois das 20h, no Centro Esportivo Futsal, final da Avenida Colombo, bairro Santa Terezinha. As cerca de 30 pessoas que estavam na quadra ouviram tiros do lado de fora e, em seguida, foram surpreendidas com a invasão de Vitor Hugo, no meio da partida de futebol. Atrás dele vieram dois homens armados, que deram mais dois tiros no rapaz. Supõe-se que a vítima fugia dos bandidos, mas como era uma rua sem saída, Vitor Hugo correu para dentro da cancha.

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Estuprador tenta laçar a vítima - Folha de Pernambuco

Um homem suspeito de estuprar várias mulheres em São Loureço da Mata, município localizado na Região Metropolitana do Recife (RMR), foi preso, ontem, pela polícia. Luiz Cipriano da Silva, o Nego Capeta, de 28 anos, foi capturado depois de perseguir, na comunidade do Araçá, no bairro de Chã de Tábua, na última terça-feira, uma dona de casa de 26 anos, e tentar amarrá-la com uma corda. De acordo com a polícia, o acusado tentou levar à força a vítima para dentro de um terreno baldio, no entanto, a mulher conseguiu escapar. Nego Capeta foi reconhecido pela vítima na Delegacia de São Lourenço da Mata, para onde foi levado depois de ser pego. Após prestar esclarecimentos à polícia, ele seguiu para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.
Segundo os responsáveis pela prisão, duas mulheres chegaram a prestar queixa na delegacia, alegando terem sido estupradas pelo suspeito. Entretanto, a dona de casa de 26 anos, que preferiu não ser identificada, disse que o ato não foi consumado. Segundo ela, quando estava indo para o trabalho foi abordada pelo criminoso. “Ele estava com o rosto coberto por uma camisa azul. Pegou uma corda no chão e tentou me laçar. A corda ainda chegou a bater na minha cabeça. Ele ainda me perseguiu e, daí, consegui observar o rosto dele. Depois, ele fugiu pelo terreno”, relatou, nervosa, a vítima. A mulher reconheceu o suspeito através de uma foto feita pela polícia. “Não tenho dúvida de que foi ele que tentou me amarrar”, assegurou.
Luiz Cipriano negou as acusações feitas pela vítima e também pela polícia. De acordo com o suspeito, ele é morador da comunidade do Araçá, porém não estava na localidade na última terça-feira, dia que a mulher disse ter sido perseguida. “Trabalho em Camaragibe. Por isso não estava em São Lourenço da Mata na terça-feira. Não sou um criminoso”, defendeu-se. Segundo a delegada responsável pelo caso, Dilma Tenório, Nego Capeta está sendo investigado também por um estupro cometido no dia 9 de setembro deste ano, em São Loureço da Mata. “Uma vítima afirmou ter sido violentada por ele. Várias mulheres vieram à delegacia alegando terem sido estupradas na comunidade de Araçá”, comentou a delegada.


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Sábado, Setembro 19, 2009



Menina de 11 anos é estuprada na Encruzilhada - Folha de Pernambuco

Com a expressão facial assustada, uma menina moradora de rua, de apenas 11 anos, ainda parecia não entender os minutos de pânico que havia vivido nas mãos de um homem. Por volta das 19h de ontem, ela pedia dinheiro para se alimentar, nas vias do bairro da Encruzilhada, quando Adriano Lins Chaves, de 25 anos, aproximou-se. O homem ofereceu dinheiro e a puxou pelo braço para um casarão abandonado, logo atrás de onde eles estavam.
Dentro do local, o acusado teria tirado a roupa da menina e obrigado ela a fazer sexo oral. Nos minutos seguintes, ele teria acariciado as partes íntimas da garota e forçado o sexo anal e vaginal, mas não conseguiu consumar o ato. A dona de casa Lucrécia Santana da Silva, de 25 anos, sentiu falta da garota pelo local, pois a conhecia das ruas. Foi quando começou a ouvir gritos nas proximidades. Ao entrar no casarão, Adriano fugiu e ela encontrou a menina trêmula e muito nervosa.
A fuga do acusado se transformou em uma verdadeira perseguição. Da Encruzilhada ele correu até a rua Manoel de Carneiro, por trás do estádio dos Aflitos, onde conseguiu ser capturado por populares. Cerca de 40 pessoas chegaram a agredir Adriano, que só teve a vida salva por causa da chegada de policiais do 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Ele foi levado à Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), onde foi autuado em flagrante pela lei 12.015, de 2009, a nova legislação sobre o estupro. Se condenado, ele pode pegar uma pena de oito a 15 anos.
Segundo a polícia, o Adriano é casado e tem um filho. Na delegacia, ele negou as acusações. “Eu estava passando e ela me chamou para fazer programa. Eu acabei cedendo. Foi o erro da minha vida”, defendeu-se. Segundo Lucrécia, a defesa dele, no entanto, não corresponde à verdade. “Ele forçou a menina. Encontrei ela estava chorando, tremendo. A coitada já é magrinha, estava quase desmaiada”, informou. Depois de prestar depoimento, Adriano Chaves foi encaminhado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.

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Idosa é morta por um mendigo em Garanhuns - Folha de Pernambuco

Um crime bárbaro, ocorrido na última segunda-feira e só desvendado na manhã da quinta-feira, chocou a população de Caetés, distrito de Garanhuns, localizado no Agreste do Estado. O ex-morador de rua Valmir Barbosa, de 65 anos, confessou ter assassinado e depois enterrado a agricultora Júlia Maria da Silva, também de 65 anos, no quintal da casa da mulher. Júlia Maria, que foi morta com vários golpes na cabeça com um pau de pilão, levou o seu assassino para dentro de casa há cerca de um ano.
A polícia recebeu informações de que Valmir Barbosa estaria abusando sexualmente do filho de Júlia Maria, que é portador de deficiência mental. Segundo denúncias de vizinhos, a mulher descobriu e ameaçou contar à polícia. “Recebemos essa informação, mas não temos nenhuma conclusão sobre essa afirmação. Iremos investigar se isso realmente aconteceu e se foi o motivo do crime”, comentou o comissário da Delegacia de Caetés, Zacarias Lima. Foram os vizinhos de Júlia Maria que sentiram a falta da mulher. Eles estranharam o fato dela ter desaparecido desde a última segunda-feira e ter deixado o filho sozinho. “Eles comentaram que ela nunca deixava ele sozinho”, afirmou o comissário.
A prisão ocorreu depois de uma denúncia anônima. Policiais chegaram no local do crime e, ao perguntarem sobre Júlia Maria, ouviram de Valmir que ela estava fora de casa. Ele se mostrou nervoso. Depois de alguns minutos de interrogatório, Valmir acabou confessando que cometeu o homicídio e enterrou o corpo. Ele foi levado até a Delegacia Regional de Garanhuns e o corpo de Júlia Maria foi transferido para o Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife. Depois de ser constatado que a mulher faleceu por causa de golpes de instrumento contundente na cabeça, o IML liberou o corpo da mulher que retornou para Caetés, onde foi enterrado.


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Quarta-feira, Setembro 09, 2009



Idoso diz manter relação sexual com menores por R$ 10,00 - Tribuna News, MS


Flagrado em uma residência com três adolescentes, de 13, 14 e 15 anos, Adelino Pereira Dias, 62 anos, confessou que normalmente oferece de R$ 10,00 a R$ 20,00 para manter relação sexual com as meninas. Ele foi preso pela exploração dia 25 de agosto, na própria residência, localizada no Jardim Aeroporto, em Anastácio, município distante 135 quilômetros de Campo Grande.
Segundo a Polícia Civil, denúncia feita pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) motivou a investigação, feita pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher). Em operação feita entre os policiais e conselheiros tutelares, o idoso foi encontrado com as garotas.
Na casa também estavam duas mulheres maiores de idade, uma delas com um bebê com menos de um ano de vida. Todas consumiam bebida alcoólica.
Conforme a Polícia Civil, Dias confessou que manteve relação com uma das adolescentes. Ele acabou preso em flagrante por exploração sexual e fornecimento de bebidas alcoólicas a menor de idade.


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Mulher apanha do companheiro e vai presa em Aquidauana - Tribuna News, MS


Uma mulher, vítima de violência doméstica, foi presa nesta quarta-feira à tarde, em Aquiduana, depois que a polícia descobriu que havia mandado de prisão aberto contra ela. I.R.L, 42 anos, foi ferida pelo companheiro, P.S.A, 49 anos, com um cinto e um pedaço de madeira e tinha vários hematomas nas costas. A Polícia Militar fez rondas e encontrou o homem, que foi levado para a Delegacia da Mulher para registrar o flagrante.
Ao chegar os dados do casal, a polícia encontrou o mandado, referente a porte ilegal de arma. Os dois foram presos.


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Preso suspeito de violentar idosa de 63 anos - Gazeta de Alagoas

Denúncia do suposto estupro surgiu na Unidade de Emergência, onde vítima recebia assistência; testemunha do crime desapareceu
Arapiraca – Everaldo Amâncio Ferreira, 35 anos, foi preso em Arapiraca sob acusação de estupro contra Maria de Lourdes da Conceição, uma idosa de 63 anos. De acordo com a suposta vítima, a violência sexual teria acontecido na casa do acusado durante a noite do último domingo, denúncia feita na Unidade de Emergência do Agreste, onde a idosa procurou atendimento na manhã de ontem.
Capturado pela Polícia Militar e encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher, Everaldo Amâncio alegou inocência, mas a descoberta de um mandado de prisão contra ele garantiu sua permanência no xadrez do distrito policial especializado, que fica na Rua Domingos Correia, Centro de Arapiraca.
Observado à distância por companheiros de cela, Amâncio concordou em atender à reportagem da Gazeta e negou a acusação feita por Maria de Lourdes, sua vizinha.


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Sexta-feira, Setembro 04, 2009



E depois tem uns que acham que um selinho de pai para filho(a) é pedofilia

Tio é preso acusado de estuprar sobrinha de 7 anos - DouradosAgora, MS

W B S, de 43 anos, foi preso nesta quinta-feira, em flagrante, acusado de ter estuprado a sobrinha, de 7 anos, em Naviraí (370 km de Campo Grande).
É o 1º caso na cidade de em que a nova lei de estupro está sendo aplicada. A pena prevista para este crime é de 8 a 15 anos de reclusão, com aumento da metade da pena por causa do parentesco.
W está no Presídio de Naviraí. A nova lei para crimes sexuais sofreu críticas porque, em alguns casos, a pena pode ser diminuída para crimes sexuais graves e aumentada para os que cometeram delitos de menor potencial.
A Lei 12.015 passou a valer a partir de 7 de agosto deste ano e promoveu alterações no Código Penal e na Lei de Crimes Hediondos, com o objetivo de tornar mais severas as punições aos crimes de estupro e pedofilia.
Crimes antes considerados atentado violento ao pudor agora serão contemplados no artigo referente ao estupro. Com isso, estupro e atentado violento ao pudor --que eram dois crimes autônomos com penas somadas-- devem resultar na aplicação de uma única pena.
As penas que eram antes somadas, agora passaram a ser a mesma coisa. Por exemplo, o criminoso que comete sexo vaginal de forma forçada e depois oral podia receber duas penas de seis anos cada, que seriam somadas, mas agora ele responde por um crime só.


Indígena é acusado de estuprar e deter menina por 2h - DouradosAgora, MS



O indígena Josué Ramires, de 30 anos, morador na Aldeia Te’Yikuê, em Caarapó, foi preso na tarde de ontem, acusado de estupro. A vítima é uma menina de 10 anos. De acordo com informações da polícia, a vítima seguia para escola, por volta das 7h, quando foi abordada por Ramires que a agarrou e a levou para um matagal, onde manteve relações sexuais com a criança a qual manteve em seu domínio até as 9h, quando foi descoberto por lideranças indígenas. A Polícia Militar foi acionada e prendeu Ramires. No local os moradores da reserva indígena, revoltados com o crime, ameaçavam linchar o acusado. A criança foi encaminhada até o Hospital da Vida em Dourados devido aos ferimentos que apresentava. Lá, foi confirmado que ela havia sido vitima de estupro. (Com informações de André Nezzi/Caaraponews)


Preso acusado de estuprar enteada de 10 anos -DouradosAgora, MS

A polícia prendeu na manha desta quinta feira (03), M. G., de 21 anos, acusado de ter estuprado a enteada de 10 anos.
O fato aconteceu no galpão onde estão abrigadas dezenas de famílias do Movimento de Trabalhadores Urbanos (MOTU).
Nós já estávamos desconfiados dele. Toda vez que a mulher saia para estudar, ele se trancava com a menina. Por isso fomos olhar pelo telhado e presenciamos o estupro, disse um morador do galpão, localizado na Rua Amapá, no bairro Siqueira Campos.
Antes da chegada da polícia ao local do crime, os líderes do movimento chegaram a amarrá-lo para mostrar a toda a comunidade o que tinha feito. A mãe da menina falou que se sente duplamente traída.
De acordo com o delegado Cássio Viana, o acusado confirmou que praticava atos libidinosos com a menina há um tempo. Ele estuprava a enteada quando a esposa saia para freqüentar um supletivo.
Ele negou que tenha penetrado a menina, mas isso não tira a acusação de estupro, disse o delegado.

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''Explosão'' do crack faz sobrar maconha nos pontos de vendas - DouradosAgora, MS



Sem ter a intenção de fazer apologia às drogas, a reportagem busca retratar nesta matéria uma triste realidade que está acontecendo em Dourados: o grande aumento de consumidores de pedras de crack, que é uma droga química produto de restos do refino de cocaína; e a queda do uso da maconha, uma droga natural, que nas décadas de 60 e 70 tinha um alto poder de consumo, entre os músicos, acadêmicos, artistas, jornalistas, políticos, hippies, enfim, a geração “paz e amor” que explodiu no mundo e no país.
Naquelas duas décadas, o consumo da “erva maldita”, como é denominada nos dias de hoje a maconha, era infinitamente superior às demais drogas mais usadas até então, como cocaína, LSD, heroína entre outras, principalmente nas classes de baixa renda e também nas rodas da alta sociedade.
Independente desta observação acima, a realidade é que em Dourados está sobrando maconha nos pontos de vendas, ou “bocas de fumo”, com a “explosão” de pessoas viciadas no consumo de crack, conforme apurou a reportagem junto a quatro pessoas, sendo duas delas com idade de 16 e 21 e 28 anos, além de uma adolescente que não disse idade, mas que diz que é, infelizmente, viciada no crack há cerca de três anos.

CAMINHO SEM VOLTA
Pedro, (nome fictício) um dos usuários consultados pela reportagem, trata-se de um adolescente que convive com o crack há dois anos. Conta que sua família é de baixa renda e reside na região do Grande Itália e que tentou diversas vezes lhe ajudar para que saísse do mundo das drogas, porém não tiveram êxito. “Comecei fumando maconha, depois entrei na pedra e não sai mais dela. Não consigo sair. Sei que ela não presta, faz mal para minha saúde, mais eu gosto, mas sei que ela vai me levar pro caixão”, diz o garoto, afirmando que já furtou objetos de sua casa, de vizinhos e de outras pessoas para adquirir a droga. “Uma vez tirei de minha casa o ferro elétrico e um pacote de cinco quilos de arroz para trocar na boca por três pedras. Depois que usei a pedra, arrependi pelo que fiz, mais já era tarde”, fala o garoto que se sente à “ovelha negra” da família e que passa o maior tempo de sua vida perambulando pelas ruas da cidade em busca de arrumar “algum” para comprar o crack.
Pedro finaliza dizendo que quando vai para sua casa, o que segundo ele é muito raro, tem seus passos vigiados pela mãe e pelos três irmãos. “Eu queria ser igual aos meus irmãos. Eles estudam, são limpos, não bebem e nem fumam, e um deles até trabalha para ajudar a mãe e o pai, mais eu não consigo ser igual a eles. Não consigo largar da pedra” resumiu o garoto que parou de estudar na 5ª série, confirmando o ditado de que quem é usuário de crack, está num caminho sem volta.

BRINDE
Juarez (também nome fictício) hoje está próximo de completar 22 anos e desde os 17 anos é usuário de crack. Assim como Pedro o rapaz iniciou sua trajetória na droga fumando maconha com os amigos na região do Jardim Santa Maria e adjacências. “Muitos daqueles amigos já tombaram e outros estão no cadeião” diz rindo o rapaz lembrando que já esteve internado três vezes neste espaço de tempo em que se viciou em pedra de crack. Porém recaiu novamente, após se encontrar com seus amigos, todos usuários da droga, e cuja grande maioria tem passagem pela polícia pela prática de furtos, tentativa de homicídio, entre outros pequenos delitos.
Para a reportagem, o rapaz rindo conta que o consumo de crack fez com que a venda de maconha nos pontos de drogas tivesse uma queda brusca. “Tem boca ai que você compra três, quatro, cinco pedras e leva uma muvuca (trouxinha) de maconha de brinde”.
O rapaz que afirma ter estudado até a 8ª série, se diz perdido no consumo da pedra, e que por causa dela, perdeu a família, a chance de namorar uma garota de família de bem e a oportunidade de ser alguém na vida. “Minha mãe chora muito quando me vê chapado, o pai não, mas fazer o que né, entrei nesta barca furada e dela tá difícil sair. Acho que é só morrendo, né”, disse o rapaz confidenciando que por algumas vezes pensou em até se matar, porém na hora “h” não teve coragem.

PROSTITUIDA
Além destes dois depoimentos, a reportagem conversou com a jovem Maria (nome fictício), que não quis dizer sua idade, todavia garante que ficou mulher aos 15 anos e que é usuária de crack desde os 16 anos. “Comecei direto na pedra. Não gosto de maconha não, ela dá muita sede e fome, é uma droga ruim pra mim”, diz a jovem que deve ter no máximo uns 20 anos, porém possui um aspecto de ter mais de 30 devido ao fato dela ser uma viciada em drogas.
Dizendo que consegue dinheiro se prostituindo com peões de fazendas e em alguns casos tomando dinheiro deles quando estão dormindo, Maria conta que estudou até o 3º ano primário em Vicentina, cidade aonde diz ter nascido e onde reside a maioria de seus familiares. “Faz tempo que não vejo a mãe. Ela nem sonha que eu estou nesta vida”, diz a garota irritada com as perguntas feitas pela reportagem. Vestida com uma roupa encardida, a adolescente afirma que reside em um quarto na região da Vila Rosa e que só tem dois amigos de verdade, que seriam dois travestis, que sempre dá lhe comida e algumas vezes dinheiro para comprar sabonete, pasta de dente, enfim, alguma coisa para o uso pessoal, que ela, porém, usa para adquirir drogas.
Questionada onde compra suas drogas, Maria não conta o local, mais afirma categoricamente que em Dourados o que não falta é gente vendendo drogas pela cidade. “Tem um montão de boca fixa e também de correrias”, diz a jovem.
Correria segundo ela, é traficante que usando moto, bicicleta ou a pé, passa drogas aos usuários, principalmente na área central da cidade, onde a jovem passa a maior parte de seu tempo, pedindo cigarro e moedas para as pessoas ou se propondo a se prostituir ao preço mínimo de 10 reais.

DEZ ANOS NO ESCURO
Finalizando, a reportagem ouviu Gilberto (nome fictício), que é um homem de 28 anos e que segundo ele há dez anos vive no escuro por ser viciado em queimar crack após passar um período como “fumeiro”. Conheceu as drogas em Presidente Prudente, no interior paulista.
Com uma profissão definida e afirmando que nunca furtou ou roubou para sustentar seu vicio, Gilberto conta que já foi casado e que teve dois filhos homens, porém o hábito de usar droga fez com que a mulher o largasse. “Sofri muito a ausência de meus filhos. Um dia sai para trabalhar e quando voltei encontrei a casa vazia. Ela foi embora sabe lá Deus pra aonde”, diz o rapaz dizendo que já passou por dois tratamentos, o último deles em Maringá, no Norte do Paraná, com a ajuda dos amigos, mas em nada adiantou, pois teve uma recaída e desde então nunca mais parou de queimar pelo menos cinco ou mais pedra por dia.
“Gostaria de voltar a ser normal, mais não consigo parar. Sinto uma dor f.d.p quando fico sem queimar a maldita”, informou o rapaz dizendo que a cidade está “infestada” de “nóia” e principalmente de pontos de vendas de drogas. “A polícia fecha uma, abre dez”, diz o rapaz, dizendo que nuca foi preso e que se arrepende de ser um usuário de drogas, e que veio para Dourados há cinco anos para trabalhar e claro, ficar bem longe de sua família, que reside em cidades do interior paulista.
“Meus pais e meus irmãos estão todos bem de vida. Eu não estou melhor de vida porque torro boa parte do que ganho com cachaça, mulher e com esta m...”, informou o rapaz, que ainda tem esperança de um dia dar a volta por cima em sua vida, parando com o uso de drogas. Ele também confirma que hoje em Dourados o número de usuários de maconha é infinitamente menor do que de pedra de crack. “Poucos são os que conheço que fuma maconha. A maioria está no crack mesmo”, finalizou o rapaz.

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Homem mantinha mulheres em cárcere - Diário do Pará

Uma adolescente e uma mulher foram resgatadas na tarde de ontem na região da Caip, zona rural de Paragominas, sudeste paraense.
Um homem as mantinha em cárcere privado. Uma outra mulher, que também é suspeita de ser a terceira esposa do homem não identificado, será resgatada na manhã de hoje pelo Conselho Tutelar ao serviço de assistência social da Prefeitura de Paragominas.
O acusado está foragido. A denúncia foi feita pela Conselheira Tutelar Nelza Rodrigues Moura, que contou que a mulher não resgatada tem um filho de cerca de três anos com o homem. A casa fica em um local de difícil acesso, em uma região de mata dentro de uma fazenda, isolada. “Vamos completar a operação e avaliar mais a situação”, comentou o subcomandante do 19º batalhão da Polícia Militar de Paragominas, major Dênis Gonçalves. (Diário do Pará)


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